| O
primeiro torneio de futsal do clube |
Bandeirantes
Esporte Clube: Jorge de Deus (treinador), Miguel
Jacob, Ronaldo Salomão, Evander Macedo, Nege Jacob, Galdino,
Paulo Merlin, Gilberto Petinati, Anor Souza e Gregório.
No final da deliciosa década de 1960, quando
em São João a agitação acontecia nas
“paqueras” pelas praças principais, o auge
do Centro Recreativo Sanjoanense, a tradição do
Bar Teatro, as gostosas noitadas nos bailes, o esplendor da amizade
entre todos, o Palmeiras Futebol Clube, através de sua
Diretoria na época, decidiu realizar o primeiro campeonato
de futebol de salão em sua sede social, o melhor de todos
os tempos.
Os
grandes times e jogadores da cidade se inscreveram, dando ao evento
um brilho que nenhum outro torneio jamais conseguiu alcançar.
Com início em 1969, e término previsto para a última
semana antes do Carnaval de 1970, o campeonato contou com a presença
de 20 equipes. Entre elas, as duas que se tornariam as finalistas:
Reio Futebol e Samba, e Bandeirantes E.C.
Ambos fizeram uma fantástica decisão, numa noite
em que praticamente São João parou para acompanhar
o desfecho do campeonato.
Foi,
segundo estatísticas, o maior público já
presente no clube em um evento esportivo de todos os tempos, superando
as outras decisões, inclusive a dos Jogos Abertos, anos
antes.
Duas
emissoras de rádio fizeram a transmissão: a Piratininga
local e a Difusora de Poços de Caldas, que sabendo da repercussão
que o torneio estava proporcionando na região enviou a
sua equipe para São João.
Na
partida em si, após um primeiro tempo equilibrado, quando
prevaleceu o empate de 0X0, veio a vitória do Bandeirantes,
no segundo tempo, por 3X0. A equipe do Reio não suportou
a pressão exercida pelo forte adversário, como também
devido à ausência de três jogadores naquela
noite.
Festa
para os comandados de Paulo Merlin após o encerramento
do jogo. Mas a turma do Reio, muito unida na época, comemorou
com a sua inesquecível Escola de Samba até altas
horas o vice-campeonato no bar do seu fundador Efraim Nogueira.
Antonio Carlos N. Oliveira – Leivinha
publicado no Jornal Regional